Jogo: A. Atlética Telheiro * Clube Infante Sagres
Resultado ao intervalo: 3-0
Resultado final: 4-2
Data: 30 de Janeiro de 2010
Hora: 22h00
Resultado ao intervalo: 3-0
Resultado final: 4-2
Data: 30 de Janeiro de 2010
Hora: 22h00
Clube Infante Sagres:
Local: Pavilhão Municipal Senhora da Hora
Cinco inicial: Conguito; Raul; Aleni; Filipe e Rui Pedro.
Suplentes utilizados: Pepe; Afonso e Rapha
Suplentes não utilizados: Dani e Carolo.
Marcadores: 3-1 Raul e 4-2 Aleni.
Falta colectiva
Eis o começo da segunda volta do campeonato. Tínhamos pela frente uma das equipas que nos tinham roubado pontos em nossa casa, pelo que a nossa intenção era desempatar o jogo, se possível para o nosso lado. Tínhamos assistido à vitória do nosso adversário sobre o S. Gens, que mesmo com um plantel reduzido, mostrou uma força colectiva assinalável e, claro está, uma clara melhoria de qualidade de jogo após o regresso do Sílvio ao plantel. O nosso plantel também não está longo desde as duas saídas que tivemos em Dezembro, por isso até nesse aspecto as coisas estariam equilibradas.
Iniciamos o jogo com um sistema diferente ao que temos vindo a adoptar pois as dificuldades físicas do Rapha a isso nos obrigava e até porque eu sabia que o meu colega Nelo tinha observado os nossos três jogos anteriores, pelo que teria a lição bem estudada.
Frente a um óbvio 2x2 do Telheiro a aposta foi um claro 4x0, com bastante mobilidade interior para aproveitar o corredor central. Mas desde cedo revelamos um desacerto posicional na transição ataque-defesa que se revelaria fatal para o desenrolar desta partida. Com o Telheiro a fazer passar a bola sempre pelo Sílvio e a colocar o seu pivot bem no coração da nossa área, os acompanhamentos começavam a falhar, com as nossas linhas a não conseguir sacudir o ataque adversário. E assim aos cinco minutos de jogo sofremos na pele esse desacerto defensivo. Num ataque continuado do Telheiro, a minha equipa posiciona-se defensivamente mas a linha três esquece-se do pivot ao segundo poste. Ora, com a linha de passe criada, eis que o Telheiro inaugura o marcador através do seu pivot, sem grandes dificuldades. Tudo fácil! E quanto ao desacerto defensivo juntamos uma tremenda falta de sorte, o resultado não pode ser animador. Foi neste cenário que o jogo continuou. Oito minutos de jogo, sofremos um contra ataque pela nossa ala direita... o atleta do Telheiro remata forte ao poste direito da nossa baliza, com a bola a passar por trás do Conguito e a ir embater nas costas do Aleni que involuntariamente a introduz na própria baliza. Para o Telheiro 2-0 e nós a vermos a banda a passar. Ainda esboçamos uma ténue reacção e chegamos mesmo a equilibrar o jogo, mas agora sujeitos aos rápidos contra ataques adversários, com o Conguito agora em bom plano nas saídas da sua baliza a evitar males maiores. Num desses ataques, o Telheiro chega ao 3-0 em mais um lance infeliz da minha equipa. Agora pela nossa ala esquerda, um jogador adversário consegue fugir a marcação e rematar à baliza, Afonso mete o pé e desvia a trajectória da bola, traindo assim o Conguito. Era mau demais para ser verdade! Quinze minutos de jogo e nesta altura já suspirávamos pelo intervalo, pois nada nos saía bem. Até ao intervalo o jogo passou por uma fase mais dura, com muita luta em ambos os 20m, faltas mal assinaladas e outras por assinalar, para ambos os lados. Apesar de tudo, o 3-0 ao intervalo não deixava margem para dúvidas, pelo que o Telheiro estava na frente com todo o mérito. A nossa equipa estava muito longe dos níveis que pode e deve atingir e por isso estava a pagar a factura, embora demasiado alta.
Tentamos ao intervalo serenar as ideias e aumentar os níveis de confiança, embora estivéssemos conscientes que teríamos uma tarefa muito dura pela frente para recuperar da desvantagem no marcador. Principalmente pelo Futsal que estávamos a apresentar frente a uma equipa bem organizada nos seus sectores.
E não podíamos começar melhor a segunda parte, pois logo aos três minutos, Raúl dispara um míssil à baliza do Telheiro e reduz para 3-1. Bola ao centro, rápida recuperação de bola e o 3-2 esteve perto, mas a defensiva adversária assim não o permitiu. Na jogada de resposta... mais um contra-tempo... o Raúl tenta cortar uma bola e chega um tudo-nada atrasado, atingindo o jogador do Telheiro. O árbitro não esteve por meias medidas e mostrou o segundo cartão amarelo e respectivo vermelho ao nosso jogador. Com o critério largo que demonstraram na primeira parte, em que situações bem mais graves passaram impunes, diga-se pela justiça que para ambos os lados, num lance perfeitamente não intencional ficamos reduzidos a quatro jogadores.
Incrível! Se com três linhas estávamos a defender mal, com apenas duas não era bom prenúncio. E mais uma vez a sorte não esteve do nosso lado, pois nos dois minutos de castigo obrigatórios, o Telheiro acaba com as nossas pretensões marcando o 4-1, em mais um lance infeliz. Um remate frontal em que a bola passa pelo meio das pernas do Aleni que assim tapa a visão ao Conguito. Este último ainda esboça uma reacção por instinto mas não consegue evitar o golo adversário. O jogo praticamente acabou nesse lance. Estávamos em claro "dia não" e o Telheiro não vacilava. Duas paragens de jogo para assistir o guarda-redes e uma outra paragem relativamente longa devido a lesão do Sílvio, prolongou o jogo por mais alguns minutos embora escassos em relação ao tempo perdido. Já aos 23 minutos deste período, com o nosso adversário a cometer a sexta falta, reduzimos para 4-2 através do respectivo livre de 10m, que o Aleni se encarregou de converter.
Há que dar mérito ao adversário quando assim o merece e a Atlética do Telheiro foi superior praticamente durante todo o jogo. Os erros pagam-se caros e o resultado de 4-2 não deixa margem para dúvidas. Há que continuar a trabalhar e tentar rectificar este mau resultado.
Arbitragem muito irregular.
Silvério Tavares
Treinador do Clube Infante Sagres
Local: Pavilhão Municipal Senhora da HoraCinco inicial: Conguito; Raul; Aleni; Filipe e Rui Pedro.
Suplentes utilizados: Pepe; Afonso e Rapha
Suplentes não utilizados: Dani e Carolo.
Marcadores: 3-1 Raul e 4-2 Aleni.
Falta colectiva
Eis o começo da segunda volta do campeonato. Tínhamos pela frente uma das equipas que nos tinham roubado pontos em nossa casa, pelo que a nossa intenção era desempatar o jogo, se possível para o nosso lado. Tínhamos assistido à vitória do nosso adversário sobre o S. Gens, que mesmo com um plantel reduzido, mostrou uma força colectiva assinalável e, claro está, uma clara melhoria de qualidade de jogo após o regresso do Sílvio ao plantel. O nosso plantel também não está longo desde as duas saídas que tivemos em Dezembro, por isso até nesse aspecto as coisas estariam equilibradas.Iniciamos o jogo com um sistema diferente ao que temos vindo a adoptar pois as dificuldades físicas do Rapha a isso nos obrigava e até porque eu sabia que o meu colega Nelo tinha observado os nossos três jogos anteriores, pelo que teria a lição bem estudada.
Frente a um óbvio 2x2 do Telheiro a aposta foi um claro 4x0, com bastante mobilidade interior para aproveitar o corredor central. Mas desde cedo revelamos um desacerto posicional na transição ataque-defesa que se revelaria fatal para o desenrolar desta partida. Com o Telheiro a fazer passar a bola sempre pelo Sílvio e a colocar o seu pivot bem no coração da nossa área, os acompanhamentos começavam a falhar, com as nossas linhas a não conseguir sacudir o ataque adversário. E assim aos cinco minutos de jogo sofremos na pele esse desacerto defensivo. Num ataque continuado do Telheiro, a minha equipa posiciona-se defensivamente mas a linha três esquece-se do pivot ao segundo poste. Ora, com a linha de passe criada, eis que o Telheiro inaugura o marcador através do seu pivot, sem grandes dificuldades. Tudo fácil! E quanto ao desacerto defensivo juntamos uma tremenda falta de sorte, o resultado não pode ser animador. Foi neste cenário que o jogo continuou. Oito minutos de jogo, sofremos um contra ataque pela nossa ala direita... o atleta do Telheiro remata forte ao poste direito da nossa baliza, com a bola a passar por trás do Conguito e a ir embater nas costas do Aleni que involuntariamente a introduz na própria baliza. Para o Telheiro 2-0 e nós a vermos a banda a passar. Ainda esboçamos uma ténue reacção e chegamos mesmo a equilibrar o jogo, mas agora sujeitos aos rápidos contra ataques adversários, com o Conguito agora em bom plano nas saídas da sua baliza a evitar males maiores. Num desses ataques, o Telheiro chega ao 3-0 em mais um lance infeliz da minha equipa. Agora pela nossa ala esquerda, um jogador adversário consegue fugir a marcação e rematar à baliza, Afonso mete o pé e desvia a trajectória da bola, traindo assim o Conguito. Era mau demais para ser verdade! Quinze minutos de jogo e nesta altura já suspirávamos pelo intervalo, pois nada nos saía bem. Até ao intervalo o jogo passou por uma fase mais dura, com muita luta em ambos os 20m, faltas mal assinaladas e outras por assinalar, para ambos os lados. Apesar de tudo, o 3-0 ao intervalo não deixava margem para dúvidas, pelo que o Telheiro estava na frente com todo o mérito. A nossa equipa estava muito longe dos níveis que pode e deve atingir e por isso estava a pagar a factura, embora demasiado alta.
Tentamos ao intervalo serenar as ideias e aumentar os níveis de confiança, embora estivéssemos conscientes que teríamos uma tarefa muito dura pela frente para recuperar da desvantagem no marcador. Principalmente pelo Futsal que estávamos a apresentar frente a uma equipa bem organizada nos seus sectores.
E não podíamos começar melhor a segunda parte, pois logo aos três minutos, Raúl dispara um míssil à baliza do Telheiro e reduz para 3-1. Bola ao centro, rápida recuperação de bola e o 3-2 esteve perto, mas a defensiva adversária assim não o permitiu. Na jogada de resposta... mais um contra-tempo... o Raúl tenta cortar uma bola e chega um tudo-nada atrasado, atingindo o jogador do Telheiro. O árbitro não esteve por meias medidas e mostrou o segundo cartão amarelo e respectivo vermelho ao nosso jogador. Com o critério largo que demonstraram na primeira parte, em que situações bem mais graves passaram impunes, diga-se pela justiça que para ambos os lados, num lance perfeitamente não intencional ficamos reduzidos a quatro jogadores.
Incrível! Se com três linhas estávamos a defender mal, com apenas duas não era bom prenúncio. E mais uma vez a sorte não esteve do nosso lado, pois nos dois minutos de castigo obrigatórios, o Telheiro acaba com as nossas pretensões marcando o 4-1, em mais um lance infeliz. Um remate frontal em que a bola passa pelo meio das pernas do Aleni que assim tapa a visão ao Conguito. Este último ainda esboça uma reacção por instinto mas não consegue evitar o golo adversário. O jogo praticamente acabou nesse lance. Estávamos em claro "dia não" e o Telheiro não vacilava. Duas paragens de jogo para assistir o guarda-redes e uma outra paragem relativamente longa devido a lesão do Sílvio, prolongou o jogo por mais alguns minutos embora escassos em relação ao tempo perdido. Já aos 23 minutos deste período, com o nosso adversário a cometer a sexta falta, reduzimos para 4-2 através do respectivo livre de 10m, que o Aleni se encarregou de converter.
Há que dar mérito ao adversário quando assim o merece e a Atlética do Telheiro foi superior praticamente durante todo o jogo. Os erros pagam-se caros e o resultado de 4-2 não deixa margem para dúvidas. Há que continuar a trabalhar e tentar rectificar este mau resultado.
Arbitragem muito irregular.
Silvério Tavares
Treinador do Clube Infante Sagres



Um comentário:
o engraçado é que sempre que este treinador perde ou empata a arbitragem ora é má, ora é muito irregular...
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