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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Futsal - Comentário de Silvério Tavares

Jogo: G. D. Avioso S. Pedro * Clube Infante Sagres
Campeonato:
2.ª Divisão Série 1 - 13.ª Jornada
Data e hora: 08/01/2010 pelas 22h30
Local: Pavilhão Municipal Nogueira da Maia
Resultados ao intervalo: 1-1
Resultado final: 3-4

Clube Infante Sagres:
Cinco inicial:
Dani; Pepe, Aleni, Filipe e Rapha.
Suplentes utilizados: Raul, Rui Pedro e Afonso.
Suplentes não utilizados: Conguito
Marcadores: Filipe, Raul, Rapha e Raul.

Vitoria Suada
Jornada 13... primeiro jogo de 2010... primeiro jogo após férias festivas... primeiro jogo sem dois dos nossos jogadores mais influentes... restante campeonato parado... noite gélida.
Muita coisa para assimilar e digerir. Tínhamos facilitado em demasia na jornada anterior o que nos custou perda de dois pontos importantíssimos em nossa casa, pelo que deslocámo-nos a Nogueira da Maia para defrontar o Avioso com a perfeita noção que não tínhamos margem para errar. Uma vitória recolocava-nos logo atrás do pelotão da frente enquanto uma derrota nos afundava na segunda metade da tabela, já muito perto da linha de água, face à proximidade de várias equipas na tabela.
Num pavilhão novo e muito agradável, com uma temperatura bem confortável, iniciamos o jogo com as nossas linhas defensivas distribuídas nos nossos 20m, na expectativa como o adversário iria abordar o jogo, pois apenas tínhamos observado o Avioso uma única vez, sem grandes notas tiradas. 3-4 minutos jogados e como o nosso adversário também optava pela segurança defensiva, tomamos a iniciativa de subir as linhas de pressão até bem perto dos 10m adversário. Como o risco tem destas coisas, praticamente de imediato sofremos o golo inaugural, com um pouco de sorte a mistura para o Avioso. Numa ruptura pela ala direita, o jogador do Avioso remata a nossa baliza, com a trajectória da bola a ser desviada pelo Rapha e assim a trair o Dani que se colocava no poste contrário. Nada que nos abalasse. Se já estávamos a pressionar alto, assim nos mantivemos, aproveitando também um notório nervosismo na equipa adversária, já com várias perdas de bola e passes errados. Mas também era verdade que não estávamos a jogar bem, com um futsal aos empurrões sem grande continuidade. No entanto as oportunidades de golo começaram a aparecer e aos 13 minutos chegamos mesmo á igualdade através dum belo remate do Filipe, descaído para a esquerda e a fazer a bola entrar junto ao poste oposto. Recomeçava então o jogo e nós continuávamos a carregar, com o nosso adversário a aproveitar o nosso balanceamento ofensivo para explorar o contra ataque. Ainda antes do intervalo, o Avioso comete a sexta falta que nos dava uma boa oportunidade de passar para a frente no marcador. No entanto o Rui Pedro falhou o livre de 10m, rematando para fora. Empate ao intervalo que acabava por penalizar mais a nossa equipa que o nosso adversário mas que se aceitava. Ainda havia muito jogo pela frente.
Pequenos reparos ao intervalo, com o nosso posicionamento mais em foco do que propriamente o do adversário, regressamos para a segunda parte com vontade de vencer mas cientes das nossas actuais limitações. Com um banco reduzido e com algumas unidades em sub-rendimento, a estratégia passava por um forcing inicial logo após o apito do árbitro que nos permitisse chegar á vantagem para então gerirmos o nosso esforço duma forma mais cuidadosa. Num evidente 4-0 e com trocas de bola constantes, tentávamos nos desgastar o menos possível e obrigar o Avioso a andar atrás da bola. Jogava-se muito a meio campo, com recuperações de bola e ataques rápidos para ambos os lados conseguimos chegar á vantagem ao passar dos seis minutos deste tempo por intermédio do Raúl, nosso jogador mais em evidência neste jogo. Parecido com o golo do Avioso, o remate do Raúl tabelou num defesa adversário e traiu o guarda-redes.
O que parecia difícil estava já feito mas nem tivemos tempo para passar á segunda parte do plano pois logo na jogada seguinte o Avioso volta a empatar o jogo. Tudo outra vez na mesma. Voltamos á fórmula inicial com o regresso do Rapha ao terreno de jogo, agora com um futsal mais directo ao pivot. 32 minutos de jogo e o mesmo Rapha volta a colocar-nos em vantagem, num lance muito característico dele. O desgaste físico era por demais evidente em ambas as equipas pelo dava a sensação que o jogo ficaria por ali. Quem pensou assim enganou-se pois o melhor ainda estava para vir. Recuamos as linhas para nos permitir gastar o menor número de energia possível e apostar em claro contra-ataque entregando assim a iniciativa de ataque ao adversário. O jogo estava quase no fim mas só acaba com o apito do árbitro e num momento de desconcentração nosso o Avioso empata o jogo a 3-3, quando faltavam apenas 2 minutos para os 40 regulamentares. Se queríamos regressar ao Porto com os 3 pontos no saco, estava na hora de apostar tudo. Sai o Filipe já estourado e regressa o nosso pivot já minimamente recuperado. Troca de bola no nosso meio campo, bola no pivot que gira sobre o seu marcador directo e arranca pela ala direita. Passe ao segundo poste para a entrada fulgurante do Raúl a encostar para o 3-4, já nos 2 minutos de compensação concedidos pela dupla de arbitragem.
Com o nosso golo o jogo terminou mesmo, com a nossa vitória bem suada e arrancada a ferros. Apesar de ter sido um jogo nem sempre bem jogado, só pela incerteza no resultado valeu a pena a quem se deslocou a Nogueira da Maia para ver o jogo.
Nota positiva para a dupla de arbitragem.
Silvério Tavares
Treinador do Clube Infante Sagres

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